Elon Musk, fundador da Starlink, reiterou recentemente que a falta de licença para a operadora de internet via satélite na África do Sul está diretamente ligada a questões raciais. O empresário usou seu perfil no X (antigo Twitter) na quinta-feira (08) para atribuir a ausência da empresa no país à sua cor, repercutindo um vídeo de sua participação no Qatar Economic Forum do ano passado.
A declaração de Musk foi direta: “A Starlink não tem permissão para obter uma licença de provedor de internet na África do Sul pelo simples fato de eu não ser negro. Isso não está certo”. Este comentário reacende um debate que já havia sido abordado publicamente pelo bilionário. A postagem no X, com data de January 8, 2026, surgiu como resposta a um vídeo em que o próprio Musk discutia o tema.
Durante o painel “Em conversa com Elon Musk”, realizado em 2025, o magnata da tecnologia havia expressado que as políticas do programa de Empoderamento Econômico Negro de Base Ampla (BEE) da África do Sul dificultam a obtenção de licenças para empresas como a Starlink. Musk, que possui cidadania americana, salientou que “existem 140 leis na África do Sul que basicamente dão forte preferência a quem é negro sul-africano, e não a quem não é”.
A legislação BEE foi estabelecida com o objetivo de corrigir as desigualdades econômicas históricas do apartheid, visando aumentar a participação da população negra na propriedade, gestão e controle dos negócios do país. Para o setor de telecomunicações, as exigências para operar no país priorizam marcas locais e aquelas historicamente desfavorecidas. A Autoridade Independente de Comunicação da África do Sul (ICASA), responsável pelo licenciamento, já afirmou em outras ocasiões que todas as empresas, incluindo as estrangeiras, devem cumprir as regras, as quais considera essenciais para o desenvolvimento da economia nacional. Embora reguladores não tenham comentado as últimas falas de Musk, membros do governo sul-africano já contestaram suas afirmações, defendendo que as políticas de empoderamento são fundamentais para superar décadas de desigualdades.
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Fonte: https://www.tecmundo.com.br