Desaceleração da inflação atinge meta do BCE
Fatores que influenciaram a queda de preços
A Zona do Euro viu sua inflação atingir a meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE) em dezembro, conforme dados divulgados pela Eurostat nesta quarta-feira, um movimento crucial que sinaliza a desaceleração dos preços. Mas quais foram os motores por trás dessa queda que levou a inflação da zona do euro ao patamar desejado, depois de ter registrado 2,1% no mês anterior?
Um dos principais catalisadores para a diminuição da inflação foi a queda acentuada nos custos de energia. Essa redução foi tão significativa que conseguiu neutralizar as pressões internas que ainda persistiam nos preços de outros setores. Os preços da energia continuaram a exercer uma força de atração para baixo no aumento geral dos preços, mesmo diante de um aumento na inflação de alimentos.
Além da volatilidade energética, a inflação subjacente, um indicador mais estável que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, também mostrou um recuo. Ela diminuiu para 2,3% em dezembro, vindo de 2,4% no mês anterior. Essa modesta desaceleração foi impulsionada principalmente pela estabilização nos custos de serviços e produtos industriais, demonstrando que a queda não se restringiu apenas ao setor de energia.
Para o Banco Central Europeu, que observou o aumento dos preços oscilar em torno da meta de 2% durante a maior parte de 2025, a queda atual é vista como temporária. A instituição argumenta que essa redução é em grande parte causada pela própria volatilidade da energia, não indicando uma mudança estrutural profunda. Essa perspectiva influencia as projeções, com a inflação podendo se manter abaixo da meta na maior parte deste ano e do próximo, antes de se consolidar perto de 2% nos anos seguintes.
A trajetória descendente dos preços, impulsionada principalmente pela energia e por uma modesta desaceleração em outros setores, é um fator chave para entender as decisões futuras do BCE. A instituição sinalizou em dezembro que não há pressa para ajustar a política monetária, mantendo a taxa de depósito em 2% durante todo o ano de 2026, com base nessas dinâmicas inflacionárias.
O que o Banco Central Europeu projeta para o futuro
Política monetária deve manter taxas em 2% até 2026
Fonte: https://www.infomoney.com.br