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Secretária de Saúde de Francisco Ayres é agredida por ex-namorado

A "fantasia" do agressor: O relato de Meiry Nunes A Secretária de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes, trouxe à tona a distorção da realidade que, segundo ela, habitava a mente de seu ex-namorado e agressor. Meiry revelou que o homem criou uma "fantasia" particular, acreditando que a recusa dela em reatar o relacionamento era […]

G1

A "fantasia" do agressor: O relato de Meiry Nunes

A Secretária de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes, trouxe à tona a distorção da realidade que, segundo ela, habitava a mente de seu ex-namorado e agressor. Meiry revelou que o homem criou uma "fantasia" particular, acreditando que a recusa dela em reatar o relacionamento era motivada unicamente por "orgulho". A secretária, contudo, sempre deixou claras suas intenções, reafirmando repetidas vezes que não desejava retomar o vínculo, uma verdade que o agressor parecia incapaz de aceitar.

Essa recusa persistente, de acordo com Meiry, foi o estopim para a violenta invasão de sua casa na madrugada de 1º de janeiro. Meiry descreveu os momentos aterrorizantes: enquanto dormia, foi despertada pelo som do ex-namorado pulando o muro e invadindo seu quarto. O agressor passou a desferir socos contra ela e também atacou o companheiro que estava presente. Mesmo após o companheiro conseguir fugir para pedir ajuda, as agressões contra Meiry continuaram, com o homem proferindo ameaças e dizendo que ela precisava "aprender a respeitar" e a não dizer "não" a ele.

Ao deixar a residência, o ex-namorado reiterou a gravidade de suas intenções, afirmando que o ataque era "só o início" e que ele "ia voltar e mandar me matar". Meiry Nunes, diante da brutalidade e das ameaças contínuas, registrou um boletim de ocorrência e obteve uma medida protetiva. No entanto, ela ainda vive sob constante medo e precisou deixar sua própria casa, um reflexo do profundo impacto psicológico da agressão e da persistente sensação de vulnerabilidade.

Detalhes da invasão e da brutal agressão

A manhã do dia 1º de janeiro de 2024 transformou-se em cenário de terror para Meiry Nunes, Secretária de Saúde de Francisco Ayres. A gestora foi brutalmente agredida em sua própria residência pelo ex-namorado, que, segundo ela, nutria uma fantasia de que a recusa em reatar o relacionamento se devia a "orgulho", apesar das negativas claras e constantes de Meiry.

A invasão, premeditada e violenta, ocorreu quando a secretária ainda dormia. O agressor pulou o muro da casa e, em seguida, arrombou e quebrou a janela de um dos quartos, conseguindo acesso direto ao interior do imóvel. A rapidez e a destreza com que o ex-namorado adentrou a residência surpreenderam Meiry, que imediatamente o reconheceu.

Sem hesitação, o homem invadiu o quarto e iniciou uma série de agressões. Meiry Nunes foi alvo de diversos socos. A violência se estendeu também ao companheiro dela, que estava presente no momento e foi igualmente atingido pelo agressor em sua fúria.

Em um ato de desespero e coragem, o companheiro de Meiry conseguiu se desvencilhar do agressor e sair do local em busca de ajuda. No entanto, o ex-namorado continuou a atacar a secretária, desferindo mais socos enquanto proferia palavras intimidatórias, afirmando que ela precisava "aprender a respeitar" e a não lhe dizer "não".

Antes de deixar a residência, o agressor ainda fez ameaças explícitas e assustadoras. "Isso era só o início e que ia voltar e mandar me matar", teria dito ele a Meiry, intensificando o medo e a sensação de vulnerabilidade da vítima.

Curiosamente, durante a invasão, o agressor acabou se ferindo gravemente. Ao quebrar o vidro da janela para entrar na casa, ele rompeu uma artéria. O ferimento o levou a buscar atendimento médico em Floriano, onde precisou passar por cirurgia e permanece internado. O caso está sob investigação da Polícia Civil, e Meiry Nunes, após registrar boletim de ocorrência e obter medida protetiva, segue com medo e fora de sua própria casa.

Vítima busca proteção e lida com o medo

Após a brutal agressão ocorrida em sua própria residência em Francisco Ayres, a secretária de Saúde, Meiry Nunes, tomou medidas imediatas e cruciais para garantir sua segurança e buscar justiça. Meiry registrou um boletim de ocorrência detalhado junto às autoridades policiais, passo fundamental para a investigação do caso. Em seguida, foi-lhe concedida uma medida protetiva, um instrumento legal vital que proíbe o ex-namorado de se aproximar da vítima, de seus familiares e de qualquer local frequentado por ela, buscando criar uma barreira física e legal contra novas agressões.

Apesar da garantia legal da medida protetiva, Meiry Nunes revela que o medo persiste e é uma presença constante em sua rotina. Durante e após a agressão, o ex-namorado proferiu ameaças explícitas e assustadoras. Segundo a secretária, ao deixar o local, ele teria afirmado que 'isso era só o início e que ia voltar e mandar me matar'. Essas palavras, carregadas de violência e intenção de intimidação, intensificam a apreensão de Meiry e a fazem temer por sua vida e pela segurança das pessoas ao seu redor.

Meiry também relata que a obsessão do agressor é alimentada por uma fantasia distorcida. 'Na cabeça dele, ele criou uma fantasia que eu não estou com ele por orgulho, quando, na verdade, não é. Eu sempre deixei claro que eu não queria', afirmou Meiry. A incapacidade do ex-namorado de aceitar o fim do relacionamento, ignorando repetidas negativas e criando uma narrativa própria, demonstra a periculosidade da situação e a dimensão do desrespeito. Essa percepção equivocada, que ele usava para justificar suas ações, intensifica o trauma e a sensação de vulnerabilidade da vítima.

Diante do trauma vivido e do temor pelas ameaças, a secretária não conseguiu retornar à sua própria casa. 'Não consigo entrar na minha casa. Estou acabada', desabafou Meiry, expressando o profundo abalo psicológico e a interrupção abrupta de sua vida. O fato de precisar se manter fora de sua residência é um testemunho eloquente da gravidade da violência sofrida e da insegurança que ainda a cerca, mesmo com a proteção legal. A vítima busca agora não apenas a punição do agressor, mas principalmente a tranquilidade e a segurança para reconstruir sua vida.

Agressor ferido e caso sob investigação policial

Após invadir a residência da Secretária de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes, e agredi-la na madrugada do dia 1º de janeiro, o ex-namorado da vítima, que não teve o nome revelado, acabou ferindo-se gravemente. Durante a ação violenta, ao quebrar uma janela para ter acesso ao imóvel, o agressor rompeu uma artéria. Diante da lesão, ele buscou atendimento médico na cidade de Floriano, onde precisou passar por um procedimento cirúrgico e permanece internado para recuperação.

O caso, que chocou a comunidade de Francisco Ayres, está sob rigorosa investigação da Polícia Civil. Meiry Nunes, a secretária agredida, prontamente registrou um Boletim de Ocorrência (BO) e conseguiu uma medida protetiva contra o ex-companheiro. As autoridades buscam esclarecer todos os detalhes da agressão e dar andamento ao processo legal para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados, garantindo a segurança da vítima e a aplicação da justiça.

Fonte: https://g1.globo.com

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