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Políticos do Piauí Reagem a Ataque dos EUA na Venezuela

Wellington Dias classifica ação como 'gravíssima' e defende soberania O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cicilia Flores neste sábado (3), gerou reações diversas no cenário político piauiense. Entre as primeiras e mais contundentes manifestações, o ministro do Desenvolvimento Social, **Wellington Dias**, ex-governador do […]

Ciro Nogueira e Wellington Dias (Foto: Jonas Carvalho/ Portal ClubeNews)

Wellington Dias classifica ação como 'gravíssima' e defende soberania

O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cicilia Flores neste sábado (3), gerou reações diversas no cenário político piauiense. Entre as primeiras e mais contundentes manifestações, o ministro do Desenvolvimento Social, **Wellington Dias**, ex-governador do Piauí, classificou a ação como "gravíssima" e fez um veemente apelo à defesa da **soberania** dos povos. A declaração do ministro, feita em suas redes sociais, sublinha a preocupação com os princípios do direito internacional em um momento de escalada de tensões na América do Sul.

Em seu posicionamento, Dias enfatizou que a garantia da soberania é um "princípio inegociável do direito internacional". A intervenção militar americana no território venezuelano, que resultou na detenção do líder do país vizinho, foi recebida pelo ministro como uma grave afronta à ordem global e à estabilidade regional. Ele manifestou solidariedade aos venezuelanos, destacando a importância de respeitar a autodeterminação das nações.

"A violação de territórios e instituições ameaça a paz, enfraquece o multilateralismo e cria um precedente perigoso para toda a comunidade internacional", escreveu Wellington Dias. O alerta do ministro piauiense ressoa a preocupação com as repercussões de tais ações para o futuro das relações diplomáticas e a manutenção da paz global. Ele reiterou a necessidade de defender a legalidade internacional, a cooperação entre as nações e a preservação da paz como pilares fundamentais da convivência entre os países.

A postura de Wellington Dias alinha-se à visão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também classificou a intervenção como uma "linha inaceitável" e ofereceu-se para mediar negociações. A voz do Piauí, através de um de seus mais influentes representantes no governo federal, ecoa um clamor por diálogo e respeito às normas que regem as relações internacionais, especialmente diante de um cenário tão complexo e delicado como o que se desenha na Venezuela.

O debate sobre a ação militar na Venezuela continua a dividir opiniões entre os políticos do Piauí, mas a firmeza de **Wellington Dias** na defesa da **soberania** e da paz internacional reforça a posição de que a diplomacia e o respeito ao direito internacional são caminhos essenciais para a resolução de conflitos, evitando que a região mergulhe em instabilidades ainda maiores. O Piauí, por meio de seu ministro, se posiciona ativamente neste debate crucial.

Senador Ciro Nogueira celebra 'fim da ditadura' de Maduro na Venezuela

A madrugada deste sábado (3) marcou uma guinada na política sul-americana com a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, culminando na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O evento gerou repercussões imediatas e dividiu opiniões no cenário político brasileiro, com destaque para a forte posição do senador piauiense Ciro Nogueira (Progressistas-PI). O parlamentar não poupou palavras ao celebrar o que ele classificou como o ‘fim da ditadura’ de Maduro, vendo a ação como um alívio para a região.

Em suas primeiras manifestações, Ciro Nogueira expressou que ‘hoje a América do Sul começa a acordar de um pesadelo’, uma clara referência aos anos de governo de Nicolás Maduro, caracterizados por crises econômicas, sociais e denúncias de violações dos direitos humanos que, segundo o senador, sufocaram a população venezuelana. Para Nogueira, a presença de Maduro no poder representava uma ameaça à estabilidade democrática da região, e a intervenção americana seria a resposta a esse cenário prolongado.

A crítica do senador foi além da conduta interna de Maduro, alcançando a forma como o líder venezuelano era tratado no cenário internacional. ‘Acabou o tempo em que o ditador Maduro era tratado com um respeito que jamais mereceu. Acabou o tempo de honras de chefe de Estado e homenagens ao opressor de seu próprio povo’, declarou Ciro Nogueira, ressaltando uma postura que, em sua visão, legitimava um regime autoritário e desconsiderava o sofrimento do povo venezuelano.

A mensagem de Ciro Nogueira é um marco claro de sua posição ideológica e um recado direto a quem, segundo ele, 'passava pano para ditaduras e ditadores'. A captura de Maduro, para o senador, não é apenas um evento pontual, mas o encerramento de um ciclo de condescendência política e diplomática com regimes que desrespeitam a democracia e a liberdade de seus povos, sinalizando uma mudança de paradigma na abordagem de crises regionais.

A celebração do fim da ‘ditadura’ por parte do senador piauiense alinha-se a uma corrente política que defende a soberania popular e a intervenção em casos de regimes considerados opressores, mesmo que isso envolva ações externas. Sua fala ressalta a urgência de debates sobre os limites da não-intervenção e a responsabilidade da comunidade internacional em crises humanitárias e políticas, um tema de grande relevância no cenário geopolítico atual e que o coloca como voz ativa na discussão.

As declarações de Ciro Nogueira, ecoando nos corredores do Congresso Nacional e nas redes sociais, certamente impulsionarão novos debates sobre o futuro da Venezuela e o papel do Brasil na política externa regional, marcando a posição do Piauí neste importante cenário.

Governador Rafael Fonteles não se manifesta; Lula condena intervenção

Enquanto o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, provocava reações diversas entre políticos piauienses, o governador Rafael Fonteles (PT) manteve-se em silêncio. Até a tarde deste sábado (3), o chefe do executivo piauiense não havia emitido qualquer manifestação pública sobre a incursão norte-americana no país vizinho, adotando uma postura de cautela frente ao delicado cenário internacional.

Em contrapartida, a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi imediata e enfática. Logo após o comunicado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmando o sucesso da intervenção, Lula classificou o ato como a ultrapassagem de "uma linha inaceitável". O presidente brasileiro não apenas condenou a ação militar, como também se colocou à disposição para mediar negociações entre os dois países, reafirmando o compromisso do Brasil com a diplomacia, a soberania e a não-intervenção em assuntos internos de outras nações.

Fonte: https://portalclubenews.com

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