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Novo bolsa família tem menos beneficiários e gastos em 2025, aponta estudo

Um levantamento recente revela que o Novo Bolsa Família apresentou uma diminuição tanto no número de beneficiários quanto no valor total destinado aos benefícios, no período entre o início de 2023 e outubro de 2025. O estudo, conduzido por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destaca uma tendência de mais famílias deixando o programa do […]

Cartão do Bolsa Família (Foto: Lyon Santos/ MDS)

Um levantamento recente revela que o Novo Bolsa Família apresentou uma diminuição tanto no número de beneficiários quanto no valor total destinado aos benefícios, no período entre o início de 2023 e outubro de 2025. O estudo, conduzido por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destaca uma tendência de mais famílias deixando o programa do que ingressando, o que, segundo os autores, indica uma dinâmica de “sustentabilidade e rotatividade saudável”.

Lançado em 2023, o Novo Bolsa Família tem demonstrado uma renovação no público atendido. O relatório “Filhos do Bolsa Família – Uma Análise da Última Década” aponta que, dos beneficiários iniciais em 2023, mais de 30% não estavam mais recebendo o auxílio em outubro de 2025. A pesquisa sugere que o programa cumpre um papel de suporte em momentos de vulnerabilidade financeira, e não como uma fonte de dependência permanente. O estudo indica que o programa está associado à transição para modelos de renda mais independentes, especialmente entre aqueles em idade de ingressar no mercado de trabalho.

Uma das ferramentas que contribuem para essa dinâmica é a chamada Regra de Proteção. Essa regra permite que famílias permaneçam no programa, por um período, mesmo quando sua renda do trabalho ultrapassa o limite de entrada. A análise aponta que essa regra funciona como um “amortecedor” entre o Bolsa Família e o mercado de trabalho, atenuando possíveis perdas abruptas de renda e incentivando a busca por empregos formais ou o registro como Microempreendedor Individual (MEI). A Regra de Proteção garante ainda que, em caso de nova queda de renda, a família tenha prioridade para retornar ao programa.

O estudo também acompanhou, ao longo de uma década (2014-2025), os membros de famílias que recebiam o benefício em 2014, com foco em crianças e adolescentes. Os resultados mostram que uma parcela significativa da “segunda geração” de beneficiários deixou de depender do auxílio. Mais de 60% dos que recebiam o Bolsa Família em 2014 não estavam mais no programa em 2025. Entre os adolescentes, as taxas de saída são ainda maiores, chegando a mais de 70% entre aqueles com idades entre 15 e 17 anos.

A escolaridade do responsável familiar também se mostrou um fator relevante. Quando o adulto responsável havia concluído o ensino médio, quase 70% dos jovens que tinham entre 6 e 17 anos em 2014 não estavam mais no Bolsa Família ao longo da década.

O estudo ainda indica que essa independência do Bolsa Família é acompanhada por uma saída relevante do Cadastro Único e por um aumento da participação no mercado de trabalho formal. Entre os jovens que tinham entre 15 e 17 anos em 2014, mais da metade deixou o CadÚnico até 2025, e cerca de 30% possuíam vínculo formal de emprego em 2023.

Fonte: www.infomoney.com.br

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