Uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), foi deflagrada nesta quinta-feira, visando desarticular uma organização criminosa com atuação nos estados do Piauí e Pernambuco. As investigações apontam para o envolvimento do grupo em crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
As apurações revelaram a suspeita de que um policial militar integrava o esquema, sendo responsável por vazar informações sigilosas sobre operações policiais aos líderes da facção. Este vazamento de informações permitia que os criminosos se antecipassem às ações das autoridades, dificultando o combate ao grupo.
No total, foram expedidos 23 mandados judiciais, sendo 11 de prisão temporária e 12 de busca e apreensão. As medidas foram cumpridas nas cidades de Caruaru e Bezerros, ambas em Pernambuco, e em Teresina, capital do Piauí.
Segundo as investigações, a organização criminosa mantinha uma estrutura para o armazenamento e distribuição de drogas, além da venda de armas e munições. O MPPE destaca que o grupo atuava como uma espécie de “atacadista”, fornecendo armamento e entorpecentes para outras facções menores.
O promotor Eduardo Aquino, do MPPE, ressaltou a gravidade da situação, enfatizando o risco que o envolvimento de um policial militar representa para a segurança pública. “Tínhamos a situação de policiais militares vendendo armas e vazando informações sigilosas para o tráfico, pondo em risco a vida dos colegas de farda e do cidadão”, declarou o promotor. A operação busca desmantelar completamente essa rede criminosa e responsabilizar todos os envolvidos, garantindo a segurança da população e a integridade das instituições.
Fonte: portalclubenews.com