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Ministério público investiga plantões “home office” de pediatras em hospital no piauí

O Ministério Público do Piauí (MP-PI) iniciou um inquérito civil nesta segunda-feira, 1º, para apurar possíveis irregularidades no Hospital Regional Deolindo Couto, localizado em Oeiras, Piauí. A investigação concentra-se no cumprimento de plantões por pediatras e neonatologistas, com indícios de que profissionais estariam realizando escalas em regime de “home office”, ou seja, ausentes da unidade […]

Antônio Rocha

O Ministério Público do Piauí (MP-PI) iniciou um inquérito civil nesta segunda-feira, 1º, para apurar possíveis irregularidades no Hospital Regional Deolindo Couto, localizado em Oeiras, Piauí. A investigação concentra-se no cumprimento de plantões por pediatras e neonatologistas, com indícios de que profissionais estariam realizando escalas em regime de “home office”, ou seja, ausentes da unidade hospitalar durante seus horários de trabalho.

O caso ganhou destaque após a denúncia de um parto prematuro extremo ocorrido em abril deste ano. A alegação é que, na ocasião, o recém-nascido teria sido assistido exclusivamente pela equipe de enfermagem, enquanto o médico especialista escalado para o plantão se encontrava em sua residência.

A 2ª Promotoria de Justiça de Oeiras está conduzindo as investigações, que também abrangem a atuação de médicos sem a devida especialização em pediatria. Além disso, apura-se a possível inadequação da escala médica em relação às necessidades reais do hospital, levantando questionamentos sobre a disponibilidade de profissionais frente à demanda de atendimento.

O MP-PI expressou preocupação com as possíveis falhas identificadas, alertando para o risco direto à segurança e à vida dos recém-nascidos. Diante disso, o órgão solicitou à direção do hospital e à Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) informações detalhadas sobre a frequência dos médicos, os critérios adotados para contratação e a composição das equipes de plantão.

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) também foi acionado para analisar a conduta da equipe de enfermagem no caso específico do parto prematuro. O prazo para a conclusão do relatório técnico é de 30 dias, prazo em que se espera obter esclarecimentos sobre os procedimentos adotados e a atuação dos profissionais envolvidos.

Fonte: portalclubenews.com

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