PUBLICIDADE

Rifas ilegais turbinam patrimônio de ex-mecânico no piauí

Um ex-mecânico que se tornou influenciador digital no Piauí acumulou um patrimônio estimado em R$ 3 milhões em apenas três anos, promovendo rifas ilegais através de suas redes sociais. A informação foi divulgada pela Polícia Civil do estado, que investiga o caso. João Vitor Almeida Pereira, conhecido como Vitor Mídia, é um dos alvos da […]

G1

Um ex-mecânico que se tornou influenciador digital no Piauí acumulou um patrimônio estimado em R$ 3 milhões em apenas três anos, promovendo rifas ilegais através de suas redes sociais. A informação foi divulgada pela Polícia Civil do estado, que investiga o caso.

João Vitor Almeida Pereira, conhecido como Vitor Mídia, é um dos alvos da Operação Laverna, que apura a divulgação de rifas irregulares e plataformas de jogos de azar online, como o popular “Jogo do Tigrinho”, por influenciadores digitais.

Segundo o delegado Ayslan Magalhães, em 2022, Vitor trabalhava como mecânico. A investigação policial aponta que o influenciador movimentou R$ 1,1 milhão durante o período em que promovia rifas de carros e motos. A polícia apreendeu dois carros de luxo na casa de Vitor e de sua mãe. A ascensão patrimonial foi considerada muito rápida, visto que em 2022 ele ainda trabalhava em uma oficina. Vitor chegou a comprar uma casa avaliada em R$ 500 mil e abriu uma loja de venda de motocicletas.

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP) identificou que a movimentação de R$ 1,1 milhão foi resultado de microcréditos, com valores entre R$ 0,02 e R$ 20, enviados por mais de 3 mil pessoas. Este padrão é característico de rifas clandestinas. Um dos participantes chegou a ganhar duas vezes, o que, segundo o superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta, tem uma probabilidade estatística de ocorrer entre 1 em 1 milhão e 1 em 10 milhões.

Embora o sistema de rifas seja legal quando o valor arrecadado é destinado a entidades beneficentes, a polícia investiga se o dinheiro arrecadado por Vitor Mídia foi realmente repassado à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Parnaíba, como alega o influenciador, e qual o valor efetivamente doado. Segundo o delegado Ayslan Magalhães, a investigação pretende apurar se houve desvio de finalidade financeira.

A investigação revelou ainda que os influenciadores envolvidos utilizavam vídeos manipulados, exibiam supostos ganhos, realizavam sorteios e empregavam um discurso motivacional, além de links personalizados, para atrair seguidores e induzi-los ao erro, criando expectativas irreais de lucro.

Outros suspeitos também estão sendo investigados por lucros incompatíveis com suas rendas. As autoridades apontam para a possível prática de crimes como estelionato, indução do consumidor a erro, loteria não autorizada e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de valores nas contas bancárias dos investigados, a apreensão de seus passaportes e a remoção de conteúdos ilegais na internet.

Fonte: g1.globo.com

Leia mais

PUBLICIDADE