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Prefeita se desculpa após vídeo polêmico no dia da consciência negra

A prefeita de Piripiri, Jôve Oliveira (PT), veio a público pedir desculpas após a publicação de um vídeo controverso no Dia da Consciência Negra, no qual ela aparece com o rosto pintado de preto, em uma prática conhecida como “blackface”. O vídeo, postado na quinta-feira (20), foi rapidamente removido após gerar repercussão negativa, mas não […]

G1

A prefeita de Piripiri, Jôve Oliveira (PT), veio a público pedir desculpas após a publicação de um vídeo controverso no Dia da Consciência Negra, no qual ela aparece com o rosto pintado de preto, em uma prática conhecida como “blackface”. O vídeo, postado na quinta-feira (20), foi rapidamente removido após gerar repercussão negativa, mas não antes de causar indignação e debate.

Em uma nova publicação nesta sexta-feira (21), a prefeita afirmou desconhecer o termo “blackface” e a história por trás dessa prática. Ela reconheceu o erro e expressou arrependimento pelo ocorrido. “Infelizmente, por desconhecer o significado do blackface, acabei cometendo esse equívoco. Por isso estou aqui, publicamente, pedindo desculpas a todas as pessoas que se sentiram ofendidas”, escreveu.

A prática do “blackface” remonta ao século XIX nos Estados Unidos, onde artistas brancos pintavam seus rostos de preto para caricaturar pessoas negras em espetáculos de entretenimento. Essa prática é amplamente considerada racista e ofensiva, pois perpetua estereótipos negativos e desumaniza a população negra, relembrando um período de discriminação e opressão.

“Quem me conhece sabe do meu compromisso com a igualdade racial, da minha relação com movimentos sociais e do meu trabalho por justiça e equidade. Mas reconhecer um erro também faz parte desse compromisso. Errar é humano e eu reconheço meu erro”, declarou a prefeita.

A polêmica ocorre em um momento delicado para a prefeita, que teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral, juntamente com o do vice-prefeito Hilton Martins Osório (PT), sob a acusação de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social. A decisão, que foi publicada em 14 de novembro, ainda cabe recurso, permitindo que ambos permaneçam nos cargos até o julgamento final.

Segundo o juiz José Eduardo Couto de Oliveira, a prefeitura teria contratado rádios e TVs para promover pessoalmente a imagem da prefeita, divulgando ações do governo de forma a beneficiá-la. Jôve Oliveira manifestou sua confiança na reversão da decisão judicial: “Estou convicta de que o tribunal corrigirá esse equívoco. Não houve em momento algum abuso de poder no processo eleitoral”.

Fonte: g1.globo.com

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