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Pescado brasileiro fica de fora da lista de isenções tarifárias dos eua

A indústria de pescados expressou “frustração” diante da exclusão do setor da lista de produtos brasileiros que tiveram a tarifa adicional de 40% zerada pelos Estados Unidos. A decisão, que beneficia diversos setores agrícolas do Brasil, deixou o segmento de pesca em compasso de espera por melhores condições comerciais. Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira […]

Ricardo Moraes / Reuters

A indústria de pescados expressou “frustração” diante da exclusão do setor da lista de produtos brasileiros que tiveram a tarifa adicional de 40% zerada pelos Estados Unidos. A decisão, que beneficia diversos setores agrícolas do Brasil, deixou o segmento de pesca em compasso de espera por melhores condições comerciais.

Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), manifestou o descontentamento do setor por meio de nota. “Estamos obviamente felizes pelos setores que avançaram, mas frustrados por não vermos evolução e priorização do pescado pelo governo brasileiro”, declarou Lobo, evidenciando a preocupação da indústria com a falta de progresso nas negociações bilaterais.

O anúncio da ampliação da lista de isenções da tarifa de 40% foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, em um movimento que visa fortalecer as relações comerciais com o Brasil no setor agrícola. A medida tem efeito retroativo, beneficiando mercadorias retiradas de armazéns para consumo a partir das 12h01 (horário de Nova York) de 13 de novembro.

Há cerca de uma semana, o governo americano já havia retirado a taxa recíproca de 10% sobre produtos agrícolas, abrindo caminho para a isenção de taxas adicionais sobre importantes produtos agrícolas brasileiros exportados para os EUA. A exclusão do setor de pescados, no entanto, representa um revés para a indústria, que esperava se beneficiar das novas condições comerciais. O setor aguarda novas negociações para tentar reverter o quadro e garantir a inclusão dos produtos de pesca nas futuras listas de isenção.

Fonte: www.infomoney.com.br

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