O Escritório de Análise Econômica (BEA), ligado ao Departamento do Comércio dos Estados Unidos, anunciou o adiamento da divulgação de importantes dados econômicos. A medida decorre de ajustes no calendário após o recente shutdown federal.
Estava previsto para 26 de novembro o anúncio da segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao terceiro trimestre, bem como os dados sobre a renda pessoal nos EUA. Essas divulgações agora serão remarcadas.
Adicionalmente, a publicação dos números relacionados à renda e aos gastos pessoais de outubro, que também estava agendada para o mesmo dia, foi igualmente adiada. O BEA informou que continuará a atualizar o cronograma econômico à medida que novas informações se tornarem disponíveis.
Enquanto isso, o vice-presidente dos Estados Unidos minimizou o impacto econômico do shutdown parcial do governo, apesar de admitir que houve alguma consequência. Ele afirmou que a paralisação “pôs um pouco o pé no freio” das notícias econômicas positivas, mas ressaltou que o risco gerado será “muito, muito pequeno” no final.
Em um evento recente, o vice-presidente celebrou o relatório de empregos divulgado, destacando a criação de 119 mil vagas em setembro, um número acima das expectativas dos analistas. No entanto, a taxa de desemprego apresentou um aumento para 4,4% no comparativo mensal.
O vice-presidente ainda argumentou que os salários continuam a crescer “muito acima da inflação” e que, sob a gestão anterior, o trabalhador médio teria “perdido cerca de US$ 3 mil” em renda, enquanto o novo governo já teria elevado o ganho anual em US$ 1,2 mil.
Ele também ressaltou que a geração de vagas tem beneficiado os “cidadãos americanos natos”, em contraste com o que atribuiu ao governo anterior, quando, segundo ele, quase todo o crescimento líquido do emprego foi direcionado a estrangeiros, incluindo imigrantes em situação irregular.
O vice-presidente pediu “um pouco de paciência” aos eleitores que ainda sentem o alto custo de vida, afirmando que levará tempo para reverter os “danos” causados pela gestão anterior, citando excesso de regulação, impostos e dependência de trabalhadores e cadeias produtivas no exterior.
Fonte: www.infomoney.com.br