Joana D’Ark de Alencar, vítima de uma tentativa de feminicídio em Teresina, expressou sua indignação com a sentença de 10 anos em regime fechado imposta a Eduardo Alves da Luz, seu ex-companheiro. O crime, que ocorreu no Parque Piauí, zona Sul da cidade, resultou em oito facadas contra Joana.
Para a vítima, a punição está aquém da gravidade do ataque sofrido. “Por mim, ele pegaria 30 anos de cadeia, porque só Deus sabe os traumas que ele me fez”, declarou Joana, ressaltando a dificuldade em retomar sua vida normal após o ocorrido.
Após o atentado, Joana precisou se mudar de cidade e se distanciar de sua família. Segundo ela, o trauma causado por Eduardo é permanente. “Ele me deixou um trauma para o resto da vida. As marcas ainda estão no meu corpo.”
Joana também criticou a tentativa da defesa de desqualificar o crime para lesão corporal leve. “Não foi lesão corporal leve. Eu quase morri. Tenho traumas que vou levar para sempre, e minha filha também”, enfatizou.
O ataque aconteceu em dezembro de 2023, quando Joana aguardava a abertura de seu local de trabalho e foi surpreendida pelos golpes de faca. De acordo com o processo judicial, Eduardo só não consumou o feminicídio porque a vítima recebeu socorro imediato.
O julgamento foi conduzido pela juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina.
Apesar de demonstrar gratidão pelo trabalho do Comissário de Justiça que acompanhou o caso, Joana esperava uma pena maior para o agressor. “Se eu tivesse morrido, ele ia pegar só dez anos e eu estaria debaixo da terra”, lamentou.
Mesmo diante da frustração com a sentença, Joana encontra algum alívio no fato de que seu ex-companheiro permanecerá preso. “Tantos advogados que ele tem não resolveram nada. E eu tenho só Deus comigo”, concluiu.
Fonte: portalclubenews.com