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Mulher é investigada após descartar feto em teresina: entenda o caso

Uma investigação está em andamento no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Piauí, após a descoberta de um feto em uma sacola de lixo no bairro Vale Quem Tem, localizado na Zona Leste de Teresina. O incidente ocorreu no domingo (16) e chamou a atenção das autoridades locais. O […]

G1

Uma investigação está em andamento no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Piauí, após a descoberta de um feto em uma sacola de lixo no bairro Vale Quem Tem, localizado na Zona Leste de Teresina. O incidente ocorreu no domingo (16) e chamou a atenção das autoridades locais.

O caso veio à tona quando um motorista de aplicativo testemunhou uma mulher abandonando a sacola em uma área de mata. Imediatamente, o motorista acionou a Polícia Militar, que rapidamente identificou uma mulher de 31 anos como a principal suspeita. Ela foi detida e autuada em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver.

Segundo informações apuradas, a mulher teria levado o feto para o seu local de trabalho e permanecido com ele por diversas horas antes de solicitar um carro de aplicativo e se deslocar até o local do descarte. Após ser presa, a suspeita pagou uma fiança no valor de R$ 3 mil e foi liberada. No entanto, as investigações continuam em andamento para determinar as circunstâncias da morte do feto e o envolvimento da mulher.

O feto foi encontrado dentro de uma sacola de lixo, em uma área de mata no bairro Vale Quem Tem. O motorista de aplicativo que presenciou o descarte acionou a Polícia Militar, que deu início às diligências.

Inicialmente, a mulher foi autuada em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver e conduzida ao DHPP para prestar depoimento, juntamente com o motorista de aplicativo.

A perícia constatou que a idade gestacional do feto era de aproximadamente 37 semanas, um período considerado apto para o nascimento. Além disso, foi determinado que o feto era do sexo feminino.

O foco principal da investigação é determinar se o feto nasceu vivo ou morto. As autoridades também buscam apurar se houve um aborto espontâneo ou se o aborto foi provocado de forma criminosa. Exames toxicológicos serão realizados para verificar se a mulher utilizou alguma substância abortiva.

Dependendo dos resultados da investigação, a mulher pode responder por diversos crimes. Além de ocultação de cadáver, previsto no artigo 211 do Código Penal, com pena de 1 a 3 anos de reclusão, ela pode ser indiciada por aborto provocado (artigo 124), com pena de 1 a 3 anos de detenção. Em um cenário ainda mais grave, caso seja comprovado que o feto nasceu vivo e que houve uma ação para causar a morte, a mulher pode responder por homicídio (artigo 121), com pena de 6 a 20 anos de reclusão.

Fonte: g1.globo.com

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